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É só aproximar o celular: pronto
05 Abril de 2010 - 10h00
O pagamento remoto tem potencial no Brasil principalmente por dois motivos. O primeiro: ele não exige modelos de telefones avançados. O segundo: ele usa um formato a que todos já estão bem acostumados, que são as mensagens de texto (SMS).
Mas há outra tecnologia que promete facilitar ainda mais o uso do celular para pagar contas. Chamada de Near Field Communications (NFC), ela transforma o celular em um tipo de Bilhete Único – cartão usado nos ônibus, trens e metrô de São Paulo.
Um chip especial, dentro do aparelho, transmite um sinal de curto alcance para uma leitora que reconhece o celular e faz o pagamento, aliado a um sistema de cartão de crédito ou débito.
O problema é que, por ser uma tecnologia pouco usada em países ocidentais, quase não existem celulares compatíveis com ela. E é difícil que eles venham a aparecer antes de o NFC passar da fase de testes.
A Visa resolveu buscar a solução fora dos fabricantes de celular e assinou uma parceria com uma empresa chamada Device Fidelity para desenvolver um cartão de memória micro SD com a tecnologia NFC. O cartão, compatível com a maior parte dos aparelhos celulares, pode ser inserido no telefone.
Os chips NFC também vão além dos celulares e podem ser usados com outros suportes, como cartões e chaveiros. Ricardo Pareja, da MasterCard, acredita que cartões de crédito e débito com NFC já possam começar a ser usados no Brasil até o fim deste ano, antes mesmo do que os celulares.
Outra possibilidade é criar ímãs de geladeira com chips NFC que fazem a recarga de créditos no celular apenas aproximando o telefone ao ímã. Ou mesmo a tecnologia pode ser usada em cartazes publicitários que oferecem cupons de desconto ou servem para comprar um disco, por exemplo, enconstando o celular.
O NFC é visto como uma aposta com potencial enorme, tanto que a consultoria Juniper Research estimou, no ano passado, que em 2014 um em cada seis usuários de celular no mundo, cerca de 500 milhões de pessoas, terão telefones habilitados com a tecnologia.
DIGA ADEUS...
AO CHEQUE Tem sido menos usado a cada ano. Em 2000, foram compensados 2,63 milhões de cheques, contra 1,39 milhão em 2008, segundo a Febraban.
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AO CARTÃO - Vai acabar, mas sobrevive até que as lojas passem a aceitar pagamentos por celular em grande escala.
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AO DINHEIRO - Continua por mais tempo para pequenos valores (ou quando a bateria
do celular acabar).
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AOS BOLETOS - Já é possível receber cobranças pela internet, na conta do banco, usando o Débito Direto Autorizado (DDA). Só falta ganhar popularidade.
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AO BANCO - Perde espaço para contas de cartão de crédito pré-pago, que também funcionarão via celular.
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À CARTEIRA - Sem dinheiro, cheque ou cartão para carregar, quem é que vai precisar dela?
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